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O poder pertence ao povo!
Tatame
Vermelho
Cartaz soviético de 1920: um soldado vermelho aponta para quem olha e pergunta se você já se alistou.
Dmitry Moor, 1920

Você já se alistou?

A esquerda precisa aprender a lutar.

Eles tomaram as academias enquanto a gente debatia. Chega de treinar calado. Qualquer luta, qualquer faixa, qualquer lugar.

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Quem somos

Lutadoras e lutadores de esquerda. De toda luta, toda faixa, todo canto do país.

Não somos academia nem marca. Somos uma frente: gente que treina e não aceita fascista mandando no tatame.

Organizar
Juntar os nossos em cada tatame do país.
Treinar
Técnica, fôlego e coragem, levantando quem está começando.
Resistir
Proteger os nossos, no tatame e fora dele.

O tatame foi tomado. Vamos tomar de volta.

Piada racista no vestiário. Professor fazendo campanha para fascista. E quem é diferente treina calado ou vai embora.

Eles

  • Fazem da academia palanque.
  • Ensinam força para humilhar.
  • Recrutam o povo para o patrão.

Nós

  • Fazemos da academia base.
  • Ensinamos força para proteger.
  • Organizamos o povo para ele mesmo.

Fascista não passa. Nem no tatame.

Por quem a gente treina

  • Pelo moleque que apanhou na escola e aprendeu a ficar quieto.
  • Por quem largou a academia porque era o único diferente ali.
  • Pelo camarada que apanhou no ato e estava sozinho.
  • Pelo bairro que nunca teve um tatame.
  • Por todos que vieram antes e não puderam se defender.

Nunca mais sozinhos. Quem se organiza e treina não se curva.

Cartão construtivista da Spartakiada de 1928, com atletas e soldados em fotomontagem.
Gustav Klutsis, Spartakiada de 1928

Corpo pronto para a luta

O patrão lucra com o nosso cansaço. Fôlego e força também são militância: para aguentar o rola, o ato e a vida.

Treino básico da frente

3 vezes por semana, em casa ou na praça

  1. 10 minutos de corda ou corrida
  2. 5 rodadas: 10 flexões, 15 agachamentos, 20 abdominais
  3. 15 minutos de técnica com um parceiro

Comece leve e respeite seu limite.

Quem lutou antes já sabia

Che Guevara de boina, na famosa foto de Alberto Korda, 1960.

“Sejam sempre capazes de sentir no mais fundo qualquer injustiça, contra qualquer pessoa, em qualquer parte do mundo.”

Che Guevara, carta aos filhos, 1965
  • Retrato de Carlos Marighella nos anos 1940.

    “É preciso não ter medo, é preciso ter a coragem de dizer.”

    Carlos Marighella
  • Retrato de Dolores Ibárruri em 1936.

    “¡No pasarán!”

    Dolores Ibárruri, Madri, 1936
  • Muhammad Ali discursando num ato contra a Guerra do Vietnã, em 1967.

    “Não tenho briga nenhuma com os vietcongues.”

    Muhammad Ali, 1966

Somos do Sul.

Do Haiti à Palestina, de Cuba a Angola: quem enfrentou o império sabe que liberdade se conquista.

A luta sempre foi política

O povo nunca aprendeu a lutar por esporte. Aprendeu para não morrer.

  1. 1835
    Pintura de Rugendas mostrando uma roda de capoeira com pessoas negras escravizadas.

    A capoeira disfarçada de jogo

    Luta de gente escravizada, proibida por lei em 1890. Sobreviveu porque o povo não deixou morrer.

  2. 1909
    Charge de 1910: uma sufragista derruba vários policiais com jiu-jitsu.

    O jiu-jitsu das sufragistas

    Em Londres, militantes pelo voto aprendem jiu-jitsu para a polícia não levar suas líderes.

  3. 1933
    O boxeador Johann Trollmann em guarda, de calção, nos anos 1920.

    O boxeador que riu dos nazistas

    Johann Trollmann, sinti, sobe ao ringue pintado de “ariano” para zombar do regime. Morreu num campo de concentração.

  4. 1967
    Muhammad Ali saindo do tribunal em junho de 1967, cercado de gente.

    O campeão que recusou a guerra

    Ali se nega a lutar no Vietnã, perde o cinturão e não recua.

Agora é a nossa vez.

As fileiras estão abertas.

Nenhum estado no mapa ainda. Seja o primeiro do seu.

Cada quadrado é um estado. Quanto mais escuro, mais combatentes. O seu está fraco? Chame mais um.

Pôr o meu estado no mapa

Aliste-se.

Ninguém aprende a lutar sozinho. Quatro perguntas e você está dentro. Sem CPF, sem telefone, sem endereço.

Nunca treinou? Escolha “Ainda não luto”. Todo mundo começou na faixa branca.